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Preço dos imóveis segue em alta no Brasil, mas mercado dá sinais de desaceleração em abril

O preço dos imóveis residenciais continuou subindo no Brasil em abril de 2026, embora em ritmo mais moderado do que nos meses anteriores. É o que mostra o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Abecip, que registrou alta de 0,67% no mês e acumula valorização de 19,53% em 12 meses.

Na prática, isso significa que os imóveis continuam ficando mais caros em praticamente todas as regiões do país — especialmente em algumas capitais onde a valorização segue bastante acelerada.

Entre as cidades acompanhadas pelo índice, Curitiba lidera a alta acumulada em 12 meses, com valorização de 29,57%, seguida por Recife (28,69%), Brasília (27,46%) e Salvador (23,49%). São Paulo, principal mercado imobiliário do país, acumula alta de 16,83% no período.

Já na comparação mensal de abril, Curitiba também apareceu na liderança, com alta de 1,78%. Na sequência vieram Belo Horizonte (0,87%), Recife (0,86%), Goiânia (0,85%), São Paulo (0,76%) e Fortaleza (0,75%).

O que explica a alta dos imóveis?

Segundo a Abecip, o movimento reflete um mercado ainda aquecido, impulsionado por fatores como:

  • oferta limitada em algumas regiões;
  • retomada gradual da renda das famílias;
  • busca por proteção patrimonial;
  • interesse de investidores;
  • demanda concentrada em grandes centros urbanos.

Ao mesmo tempo, abril trouxe sinais de acomodação. Capitais que vinham registrando altas muito fortes, como Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília, desaceleraram na comparação mensal.

Imóveis sobem mais do que inflação e aluguel

Um dos pontos que mais chamam atenção no levantamento é que o preço dos imóveis segue subindo muito acima da inflação oficial do país.

Em 12 meses, o IGMI-R avançou 19,53%, enquanto o IPCA acumulou 4,39% no mesmo período.

Além disso, os imóveis também estão valorizando mais do que os aluguéis residenciais. Enquanto o IGMI-R subiu 19,53% em 12 meses, o IVAR — índice que mede a variação dos aluguéis — avançou 4,49%.

Na avaliação da Abecip, isso mostra que o mercado de compra e venda segue mais aquecido do que o mercado de locação.

Como funciona o IGMI-R?

O IGMI-R é um índice produzido pela Abecip com base em laudos de avaliação realizados por bancos e instituições financeiras em operações de crédito imobiliário.

Na prática, ele utiliza valores efetivamente avaliados pelas instituições financeiras — e não apenas preços anunciados em plataformas de venda. Por isso, o indicador é considerado um dos mais próximos da realidade do mercado imobiliário brasileiro.

O índice considera fatores como localização, metragem, padrão construtivo, infraestrutura da região e características dos imóveis avaliados.

O que esperar daqui para frente?

Embora abril tenha mostrado desaceleração em relação a março, os dados indicam que o ciclo de valorização dos imóveis continua em andamento.

A tendência agora é acompanhar se o mercado seguirá em ritmo forte ao longo do segundo semestre ou se os juros elevados e o custo do crédito começarão a reduzir o ritmo das altas nos principais mercados do país.

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