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Salvador lidera valorização imobiliária com alta de 16% em 2025

Por Renata Firpo, Veja Negócios

O mercado imobiliário brasileiro recebeu recentemente a divulgação de um dos seus principais termômetros de preços: o índice FipeZAP. Elaborado a partir do cruzamento de dados da Fipe com o portal ZAP Imóveis, o indicador acompanha anúncios publicados na internet para mapear o comportamento dos valores de venda e locação de imóveis residenciais e comerciais. Com cobertura em mais de cinquenta municípios, o índice se consolidou como uma referência para leitura de tendências, análises regionais e tomada de decisão por investidores, incorporadores e profissionais do setor.

Os dados apurados funcionam também como um guia para famílias que avaliam a compra de um imóvel, ao mesmo tempo em que oferecem subsídios importantes para o planejamento e posicionamento de novos empreendimentos. Em 2025, o levantamento apontou uma valorização média de 6,52% nos preços dos imóveis no país, confirmando um movimento de alta ao longo do ano.

Entre as cidades analisadas, Balneário Camboriú aparece como o mercado com o metro quadrado mais caro do Brasil, atingindo valor médio próximo de R$ 14,9 mil. Logo atrás surge Itapema, também em Santa Catarina, com preços praticamente no mesmo patamar, seguida por Vitória, capital capixaba, que encerrou o ano com valores acima de R$ 14 mil por metro quadrado. Na sequência desse ranking figuram Itajaí e Florianópolis, reforçando o protagonismo catarinense, além de São Paulo, Barueri, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, todas com valores médios superiores a R$ 10 mil por metro quadrado.

Quando o critério é a variação de preços, Salvador liderou o avanço em 2025, registrando valorização superior a 16%. João Pessoa também apresentou desempenho expressivo, com alta acima de 15%, assim como Vitória, que figurou entre as cidades que mais se valorizaram no período, combinando crescimento percentual elevado com um dos maiores preços médios do país.

No extremo oposto da tabela, para quem busca mercados com tíquete de entrada mais baixo, Pelotas, no Rio Grande do Sul, aparece como a cidade com o metro quadrado mais acessível, pouco acima de R$ 4,3 mil. Betim e São Vicente, ambas em Minas Gerais, vêm logo depois, com valores ainda abaixo de R$ 5 mil por metro quadrado, o que chama a atenção de investidores interessados em regiões com potencial de expansão.

Outro ponto relevante do levantamento foi o desempenho das unidades de um dormitório, que tiveram papel central na sustentação dos preços. Esse tipo de imóvel, mais compatível com orçamentos restritos e estratégias de investimento em um cenário de juros elevados, apresentou valor médio em torno de R$ 11,6 mil por metro quadrado, acumulando valorização de pouco mais de 8% em relação ao ano anterior. O comportamento reforça a tendência de maior demanda por imóveis compactos em períodos de crédito mais caro, como foi o caso de 2025.

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