Quem está em busca do primeiro imóvel pode encontrar nos leilões da Caixa Econômica Federal uma alternativa para comprar uma casa ou apartamento por valores abaixo da avaliação. Neste mês de agosto, imóveis retomados pelo banco estão sendo ofertados em diferentes regiões do país, com descontos que podem chegar a 50% em determinados lotes.
Além dos preços mais baixos, algumas unidades permitem financiamento imobiliário e utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As condições, porém, não são iguais para todos os imóveis e precisam ser verificadas antes da apresentação do lance.
Há oportunidades para diferentes perfis de compradores. Entre os imóveis anunciados estão casas, apartamentos e terrenos em capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. Em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, por exemplo, um apartamento de dois quartos avaliado em R$ 133,5 mil aparece com valor mínimo de R$ 96.480,67 para o segundo leilão previsto para 26 de agosto.
Os descontos mais elevados ajudam a explicar o interesse por esse tipo de aquisição, principalmente em um momento no qual o preço do imóvel e o valor necessário para a entrada representam obstáculos importantes para muitas famílias que buscam a casa própria.
Mas o valor anunciado não deve ser o único fator considerado. Antes de participar de um leilão, é necessário consultar o edital e verificar as condições específicas do imóvel. É nesse documento que estão informações como forma de pagamento, possibilidade de financiamento, uso do FGTS, comissão do leiloeiro e responsabilidades relacionadas a impostos, condomínio e outros débitos.
Outro ponto importante é a situação de ocupação. Alguns imóveis podem estar ocupados, o que significa que o comprador poderá ter de tomar providências adicionais para obter a posse. Dependendo da situação, o processo pode envolver despesas e prazos que precisam entrar na conta antes da apresentação de uma proposta.
FGTS e financiamento exigem análise prévia
Para quem pretende utilizar financiamento ou recursos do FGTS, o planejamento deve começar antes do leilão. A possibilidade de usar essas modalidades precisa estar prevista nas condições do imóvel, e o comprador também deve atender às regras aplicáveis ao crédito habitacional e ao FGTS.
A recomendação é verificar previamente a capacidade de financiamento e fazer a análise de crédito antes de participar da disputa. Assim, o interessado reduz o risco de vencer o leilão e descobrir depois que não consegue financiar o valor necessário ou utilizar o saldo do FGTS conforme havia planejado.
Também é importante calcular o custo total da aquisição. Além do lance, podem existir despesas com comissão do leiloeiro, impostos, registro, cartório, condomínio, eventuais reformas e regularização do imóvel. Em unidades ocupadas, também podem surgir gastos relacionados à obtenção da posse.
Por isso, um desconto elevado não significa necessariamente que aquela seja a melhor opção para o comprador. A comparação deve considerar quanto o imóvel custará depois de todas as despesas e se suas características atendem às necessidades da família.
Para quem busca o primeiro imóvel, os leilões podem ampliar as alternativas disponíveis e permitir acesso a propriedades com preços inferiores aos encontrados no mercado convencional. A oportunidade, no entanto, exige pesquisa e planejamento: conferir o edital, analisar a documentação e conhecer previamente as condições de pagamento são etapas fundamentais antes de fazer um lance.
